Alugar ou Financiar Imóvel

Financiar ou Alugar Imóvel?

Alugar ou Financiar Imóvel?
Na hora da decisão, além de realizar as contas na ponta do lápis, frieza nos cálculos e opinião de profissionais isentos são medidas fundamentais

Com o mercado de imóveis registrando aumento constante na demanda nas principais capitais brasileiras, devido principalmente à elevação da população urbana e da crescente renda do brasileiro, vale a pena pesquisar muito antes de decidir entrar em um financiamento ou alugar uma residência.

Para tanto, alguns cuidados são fundamentais para não decidir e se arrepender mais a frente. Afinal, geralmente o imóvel é o bem pessoal de maior valor financeiro e sentimental, e consequentemente onde podemos ter grandes prejuízos. Para tanto, quem fica na dúvida entre alugar ou financiar deve desenvolver duas linhas de pensamento. Uma exclusivamente financeira e a outra avaliando possíveis riscos e os pontos positivos de cada opção.

Linha Financeira

A taxa de juros de um financiamento varia conforme o valor de entrada e a quantidade de parcelas selecionadas. Porém, um percentual médio utilizado no mercado atual é de 1,2% ao mês. Já a porcentagem que se trabalha nacionalmente o valor do aluguel é de 0,5% referente à quantia total do imóvel. A partir daí, o consumidor pode avaliar se será mais vantajoso pagar um valor de entrada e conviver com parcelas durante um longo período (podendo chegar a 30 anos), resultando em um preço final além do valor real, ou pagar o aluguel e investir a diferença do valor que seria pago nas prestações do financiamento.

Vamos a um exemplo de um imóvel de R$ 180.000. O aluguel sairia por R$ 900 (0,5%). Já um financiamento, com R$ 50.000 de entrada e juros de 1,2% ao mês, teria parcelas na casa dos R$ 1.600 por 10 anos, resultando em um valor total de R$ 242.000. Neste caso, se a pessoa tem condições de pagar as prestações do financiamento (R$ 1.600), ela poderia escolher alugar o imóvel e destinar a diferença entre o valor do aluguel e da prestação do financiamento, que seria de R$ 700, para um investimento. Colocando esses R$ 700 na poupança, que rende aproximadamente 0,60% ao mês (0,50 + TR), em oito anos a pessoa poderia adquirir o imóvel com o valor que ficou guardado na poupança. “Desta maneira, ao invés de pagar os juros do financiamento, iria receber os juros da poupança”, afirma o consultor educacional da Foco Financeiro, Rodrigo Franco.

Linha pessoal

Porém, a questão financeira não é a única que pesa na hora da compra. A segurança em ter a casa própria pode ser muito importante para alguns, enquanto outros se incomodam em se comprometer por um longo período. Entretanto, há alguns critérios fundamentais para quem está tomando a decisão. Para o consultor, é importante que o comprador realize uma avaliação pessoal na relação renda x gastos, a fim de buscar acertar as contas antes de assumir qualquer novo compromisso. “É fundamental separar, ao menos, 5% da renda para uma ‘reserva de emergência’. Além disso, o total das prestações, incluindo a do financiamento e de outras dívidas, não deve ultrapassar 30% da renda”, ressalta Franco.

Além deste conselho, o especialista considera importante avaliar que um financiamento imobiliário pode durar cerca de 30 anos e basta uma parcela não paga, mesmo que seja a última, para ver o sonho da casa própria ruindo. Com isso, vale a pena pesquisar muito e decidir com a cabeça e não com o coração. “É importante tomar cuidado com o auto-engano, concluindo ‘racionalmente’ que a melhor decisão é aquela que, no fundo, é a desejada pela emoção”, alerta o consultor da Foco Financeiro.

Uma forma de evitar que a decisão seja tomada com o coração ao invés da razão é perguntar a pessoas próximas. Porém, Franco adverte sobre quem deve ser consultado nesta hora. “Não adianta perguntar ao corretor de imóvel se o apartamento vai valorizar ou ao gerente do banco se é melhor deixar o dinheiro em uma aplicação financeira”, justifica.

Sonhar não faz mal a ninguém, mas buscar torná-los realidade quando a razão dos números diz não, pode transformá-lo em um pesadelo difícil de acreditar. Por isso, mantenha papel, caneta e calculadora sempre a postos.

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