Como preencher a declaração do IR corretamente e ter o máximo de benefício?

Algumas dica para declarar certo o Imposto de renda

• Documentos que se deve ter em mãos na hora de preparar a declaração
Os comprovantes de rendimentos são os primeiros documentos que se deve ter em mãos, e essa dica vale tanto para o trabalhador cujo contrato é regido pela CLT quanto para o autônomo. Este último, quando paga a sua própria contribuição previdenciária oficial (INSS), deve ter os comprovantes de recolhimento. Também é importante ter separado os extratos bancários de todas as contas correntes que possuir, com o saldo de 31 de dezembro.
Outros documentos também aproveitados na declaração são: recibos de despesas com saúde e educação; comprovantes de recolhimento de INSS de empregado doméstico; de doação a fundos e projetos de criança e adolescente, cultura, audiovisual ou esporte; de pagamento de previdência privada (incluindo PGBL); notas de pequenas obras, gastos e investimentos em imóveis bem como de grandes investimentos, se aprovados pela Prefeitura; livro-caixa com todas as documentações associadas; comprovantes de pagamento de pensão alimentícia; documentos de novos bens de alto valor (sobretudo, veículos e imóveis); entre outros.

• Guardar documentos por cinco anos
Para validar os cálculos que cada pessoa física apresenta em sua declaração anual, as autoridades fiscais precisam, muitas vezes, olhar os documentos, especialmente aqueles que representam despesas que foram utilizadas para diminuir o montante total da receita, valor sobre o qual é calculado o imposto de renda devido no ano. E o prazo para isso é de cinco anos.

A tendência atual é que o controle e a fiscalização aumentem cada vez mais a partir das mudanças que serão implementadas já na declaração de 2011, relativa ao ano-calendário de 2010, com relação aos recibos de despesas médicas.

Se o contribuinte não tiver arquivado devidamente os recibos de despesas (inclusive relacionados às despesas de seus dependentes), e não conseguir comprová-las, a Receita Federal cobrará o imposto de renda decorrente desse novo cálculo, acrescido de juros, calculados pela taxa SELIC acumulada no período, e de multa no percentual de 75%.

• Cuidados com a variação patrimonial
A variação patrimonial sem justificativa acaba levando o contribuinte à malha fina. Isso ocorre basicamente quando um contribuinte, ao declarar o seu IR, informa o patrimônio que adquiriu, mas se esquece muitas vezes de declarar como fez para adquiri-lo.

Ao comprar um imóvel financiado, por exemplo, é preciso declarar as parcelas que foram pagas até o momento, assim como a baixa de um bem de alto valor, de aplicações financeiras ou de uma participação acionária em uma empresa e de uma doação recebida. Essa movimentação pode ser importante para justificar a variação patrimonial para a aquisição de um outro bem.

• Vendas de bens de alto valor
Para o caso de imóveis, existem algumas outras regras que ajudam a reduzir o ganho de capital, ou seja, a diferença entre o valor da venda em relação à compra e, conseqüentemente, o imposto a ser recolhido. Uma das mais relevantes é a que permite a redução do ganho pela venda de imóvel residencial em função da compra de um novo imóvel residencial, contanto que: a compra aconteça em até 180 dias da venda e o benefício só seja aproveitado uma vez a cada cinco anos.

No caso de bens em geral, os gastos com a conservação, reparo, comissão, corretagem ou mesmo juro de aquisição podem ser integrados ao custo de aquisição para fins de imposto de renda, desde que exista uma boa documentação de comprovação.

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