A meteorologia na prevenção das doenças de primavera Com a chegada da primavera, algumas doenças costumam se manifestar com mais frequência. De acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), os casos de rinite e conjuntivite são os de maior incidência. Segundo dados da universidade, o pólen das flores se desprende e se propaga no ar, facilitando sua inalação, o que pode causar irritações e, consequentemente em conjuntivite e rinite alérgica, por exemplo.

De acordo com a SOMAR Meteorologia, as Regiões do Brasil não apresentam as mesma características climáticas durante a primavera, desta forma, a rinite não se manifesta igualmente em todo país. Nos Estados, por exemplo, onde as quatro estações do ano são mais bem definidas, é mais fácil verificar essa situação. A Unifesp ainda detectou que há um aumento no número de casos de catapora também costuma ser notado no país nesse período. Características biológicas do vírus da doença fazem com que ele se prolifere mais rapidamente em tempo quente.

Além disso, como o tempo fica mais chuvoso na primavera, é comum a propagação de doenças que podem surgir após o contato com a água contaminada, como a leptospirose. Segundo médicos da Unifesp, a principal medida é evitar andar com os pés descalços e entrar em contato com água de enchente. Ainda sim, se não for possível não evitar o contato com a área alagada, é recomendado que as pessoas procurem um médico, que pode prescrever um antibiótico. O risco da dengue também cresce, uma vez que a elevação da temperatura após o período chuvoso favorece o desenvolvimento das larvas do mosquito transmissor da doença.

A SOMAR oferece diversos tipos de análises que relacionam variáveis climatológicas as mais diversas Regiões, contribuindo para os possíveis prejuízos à saúde e ao bem estar da população. A SOMAR, junto a órgãos do governo, disponibiliza dados à população, que permite alertar com antecedência locais de possíveis alagamentos, enchentes, baixa umidade do ar, temperaturas extremas, etc. Mais que previsão do tempo, essa análise personalizada para cada variável do tempo, específica para cada Região, permite uma precisão muito maior na prevenção de possíveis epidemias, desastres naturais, entre outros.


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